|
|
Entretenimento
Brincadeiras
| Brindes
| Charadas | Estorinhas
| Receitas | Sites
infantis
Estorinhas
-------------------------------------------------------
Os
Músicos de Bremen
de Jakob e Wilhelm Grimm, numa adaptação do Livro
Contos de Fadas
----------------------------------------------------------------------------------------------
"Um homem tinha um burro que, há muito tempo, carregava
sacos de milho para o moinho. O burro, porém, já estava
ficando velho e não podia mais trabalhar. Por isso, o dono
tencionava vendê-lo. O pobre animal, sabendo disso, ficou
muito preocupado, pois não podia imaginar como seria seu
novo dono... e então, para evitar qualquer surpresa desagradável,
pôs-se a caminho da cidade de Bremen.
"Certamente,
poderei ser músico na cidade", pensava ele.
Depois de andar um pouco, encontrou um cão deitado na estrada,
arfando de cansaço.
- Por que estás assim tão fatigado? perguntou o burro.
- Amigo, já estou ficando velho e, a cada dia, vou ficando
mais fraco. Não posso mais caçar; por isso meu dono
queria me entregar à carrocinha. Então, fugi, mas
não sei como ganhar a vida.
- Pois bem, lhe disse o burro. Minha história é bem
semelhante à sua. Vou tentar a vida como músico em
Bremen. Venha comigo. Eu tocarei flauta e você poderá
tocar tambor.
O
cão aceitou o convite e seguiu com o burro. Não tinham
andado muito, quando encontraram um gato, muito triste, sentado
no meio do caminho.
- Que tristeza é essa, companheiro? lhe perguntaram os dois
- Como posso estar alegre, se minha vida está em perigo?
respondeu o gato. Estou ficando velho e prefiro estar sentado junto
ao fogo, em vez de caçar ratos. Por esse motivo, minha dona
quer me afogar.
- Ora, venha conosco a Bremen, propuseram os outros. Seremos músicos
e ganharemos muito dinheiro.
O
gato, depois de pensar um pouco, aderiu e acompanhou-os. Foram andando
até que encontraram um galo, cantando tristemente, trepado
numa cerca.
- Que foi que lhe aconteceu, amigo? perguntaram os três.
- Imaginem, respondeu o galo, que amanhã a dona da casa vai
ter visitas para o jantar. Então, sem dó nem piedade,
ordenou ao cozinheiro que me matasse para fazer uma canja.
Os outros, então, lhe propuseram:
- Nós vamos a Bremen, onde nos tornaremos músicos.
Você tem boa voz. Que tal se nos reunissemos para formar um
conjunto?
O galo gostou da idéia e juntando-se aos outros seguiram
caminho.
A
cidade de Bremen ficava muito distante e eles tiveram que parar
numa floresta para passar a noite. O burro e o cão deitaram-se
em baixo de uma árvore grande. O gato e o galo alojaram-se
nos galhos da árvore.
O galo, que se tinha colocado bem no alto, olhando ao redor, avistou
uma luzinha ao longe, sinal de que deveria haver alguma casa por
ali. Disse isso aos companheiros e todos acharam melhor andar até
lá, pois o abrigo ali não estava muito confortável.
Começaram
a andar e, cada vez mais, a luz se aproximava. Afinal, chegaram
à casa. O burro, como era o maior, foi até a janela
e espiou por uma fresta. À volta de uma mesa, viu quatro
ladrões que comiam e bebiam. Transmitiu aos amigos o que
tinha visto e ficaram todos imaginando um plano para afastar dali
os homens. Por fim, resolveram aproximar-se da janela. O burro colocou-se
de maneira a alcançar a borda da janela com uma das patas.
O cão subiu nas costas do burro. O gato trepou nas costas
do cão e o galo voou até ficar em cima do gato.
Depois,
a um sinal combinado, começaram a fazer sua música
juntos: o burro zurrava, o cão latia, o gato miava e o galo
cacarejava. A seguir, quebrando os vidros da janela, entraram pela
casa a dentro, fazendo uma barulhada medonha.
Os
ladrões, pensando que algum fantasma havia surgido ali, saíram
correndo para a floresta. Os quatro animais sentaram-se à
mesa, serviram-se de tudo e procuraram um lugar para dormir. O burro
deitou-se num monte de palha, no quintal; o cão, junto da
porta, como a vigiar a casa; o gato, junto ao fogão, e o
galo encarapitou-se numa viga do telhado. Como estavam muito cansados,
logo adormeceram.
Um
pouco além da meia noite, os ladrões, verificando
que a luz não brilhava mais dentro da casa, resolveram voltar.
O chefe do bando disse aos demais:
- Não devemos ter medo!
E mandou que um entrasse primeiro para examinar a casa. Chegando
à casa, o homem dirigiu-se à cozinha para acender
um vela. Tomando os olhos do gato, que brilhavam no escuro, por
brasas, tentou neles acender um fósforo. O gato, entretanto,
não gostou da brincadeira e avançou para ele, cuspindo-o
e arranhando-o. Ele tomou um grande susto e correu para a porta
dos fundos, mas o cão, que lá estava deitado, mordeu-lhe
a perna. O ladrão saiu correndo para o quintal, mas, ao passar
pelo burro, levou um coice. O galo, que acordara com o barulho,
cantou bem alto: - Có, có, ró, có!!!!
Sempre
a correr, o ladrão foi se reunir aos outros, a quem contou:
- Lá dentro há uma horrível bruxa que me arranhou
com suas unhas afiadas e me cuspiu no rosto. Perto da porta, há
um homem mau que me passou um canivete na perna. No quintal, há
um monstro escuro, que me bateu com um pedaço de pau. Além
disso tudo, no telhado está sentado um juiz, que gritou bem
alto:
"- Traga aqui o patife!!!"... Acho que não devemos
voltar lá... é muito perigoso!!
Depois
disso, nunca mais os ladrões voltaram à casa, e os
quatro músicos de Bremen sentiam-se muito bem lá,
onde faziam suas músicas e viviam despreocupados. De vez
em quando alguém das redondezas os chamavam e lá iam
eles, felizes e contentes, tocar a sua música...."
--------------------------------------------------------------------------------
Leia também:
|
|